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O PATRIMÔNIO DO ESTADO NO LIXO


Grande parte do patrimônio arquitetônico de São José do Norte (RS) está nessas condições.

Esta casa é uma preciosidade . Adquirida pelo município para instalação da Secretaria Muncipal de Educação e Cultura. Segundo moradores está abandonado faz tempo. A cidade, em alguns aspectos, lembra um pouco Parati, no Rio de Janeiro, mas não existe nada que indique seu aproveitamento turístico.
 
Não realizamos uma pesquisa para a produção de uma matéria. Só fotogramos e conversamos com as pessoas nas ruas. Não procuramos escutar as “otoridades”, da “SMOV” deles. Nem tão pouco alguém responsável pelo patrimônio. Já realizamos DERIVAS (ações de vagabundagem) por umas dez cidades. O jornalismo da mídia corportiva é MERDA, acredite. A região é produtora de cebola. Um saco custa cinco reais. Quanto você paga nos supermercados por um quilo? Caminhando por qualquer uma destas cidades é possível levantar, sem muito esforço e nenhuma genialidade, pelo menos umas dez pautas. Sem qualquer sentido nostálgico, o jornalismo que se fazia no tempo do Figueredo ( editor da Central do Interior de ZH) e do Antônio Brito (editor da Central da Caldas Júnior) era muito melhor. Aproximava todos da capital ao interior do Estado, sem espetáculo.
       Os jornalistas, da mídia corporativa, são bundões. O que aí está é MERDA. Fede por várias razões, mas muito por incompetência e por um fazer burocrático. Bunda grudada nas redações, muito telefone, internet e releases. É possível imaginar que a situação de conservação do patrimônio histórico de outras cidades do Estado esteja em situação idêntica. É ou não uma pauta?      
        JORNALISMO É SUBVERSÃO, AO AR LIVRE. 

NA DERIVA

Deriva de no mínimo uns cinco dias.
                                    Wu (ming) ou em direção ao nada.

CASCATA (fraude)  É CASCATA E UM DIA O “CASCATEIRO” DANÇA. A carreira do cara vai pro espaço. clique aqui. Por estas bandas (PortoAlegre/RS), “cascateiros” são protegidos por uma rede de conivências corporativas. E esta rede é enorme. Determina o silêncio. Editores bundões, por exemplo, dão inteiro respaldo. É uma vergonha. Quero me aposentar e manter o máximo de distância de tudo isso. Este ambiente é perverso e doentio. O ensino de comunicologia está voltado para a destruição da alma dos que possuem o jornalismo no sangue. Antes da Internet, o cara “cascatiava” e virava comentário de mesa de bar. Agora existe, pelo menos como possibilidade, como escancarar uma denúncia. Confesso que estou um pouco cansado de ficar pedido desculpas por pensar.
       JORNALISMO é subversão.

RECEBI ESTE COMENTÁRIO
É exatamente esse o conceito da firma. “Não é que vocês vão estar mentindo, mas devem montar as fotografias para que as pessoas vejam melhor o que vocês querem dizer.” O que querem dizer? Quem quer dizer o quê?
       PERFEITO, Rock.

DE PARIS A CUBA


Revolução russa de 1917 – Após exílio na Suíça, Lenin passa por Estocolmo (abril) antes de regressar a Petrogrado, em 23 de outubro – Do livro “Revoluções”, organizado por Michael Lôwy, da editora Boitempo. Coletânea de fotos, algumas inéditas, da comuna de Paris à revolução cubana.

%%%%% Uma leitura do livro “As prisões da Miséria”, do antropólogo Löic Wacquant, editora Zahar, amplamenta já usado por nós, possibilitará um razoável entendimento da série sobre presídios. “Um cadeia para brasileiro ver”, presídio britânico, exemplo de privatização do sistema carcerário, é uma preciosidade da competência ”lobística”. O livro demonstra como que o sistema pune (miseráveis) e ainda proporciona ao setor privado (capitalista) ampliar seus lucros. Em verdade, a leitura possibilitará a compreensão, de um modo geral, das páginas de polícia dos jornais da mídia corporativa. Logo teremos matérias indicativas de novos negócios nessa área. Empresas da logística de abastecimento das prisões da miséria. As tais parcerias público-privadas (PPP). O Estado (público) cria as condições para o PRIVADO faturar. Os “marginais”, das Vilas da Cruzeiro, irão adorar uma “cadeia de luxo”. Com tudo que nunca tiveram.
           Leitura obrigatória, o livro. A matéria é lixo. No fundo, acreditem, gostaria de não ler tanta imbecilidade. 

PARA VELHOS E NOVOS JORNALISTAS


Barricada na Paris insurgente de 18 de março de 1871, do livro “Revoluções”, organizado por Michel Löwy, editora Boitempo, com imagens das revoluções desde da Comuna até a revolução cubana. Um grande número de imagens publicadas pela primeira vez. O primeiro capítulo “A revolução fotografada” é uma grande aula de fotojornalismo.
     Este é um livro de leitura obrigatória. PARA VELHOS E NOVOS JORNALISTAS. E que, de alguma forma, nos mostra como tudo gradativamente foi sendo transformado em espetáculo. Os textos que antecedem cada série de fotos contextualiza cada revolução. Vou fazer deste livro O LIVRO do semestre quando estiver em sala de aula. Imagens de grande força e beleza. Impressiona com a força do preto e branco. De um tempo ainda não televisivo.

+++ “Paulistas presos ao atacar banco” é destaque com chamada de capa. “Dupla assalta banco no centro” e se dá bem escapando é uma notinha. Estou impedido, por uma determinação da Justiça, de examinar algumas matérias da “firma”, sujeito até mesmo a uma multa diária de 150 reais; e, por isso mesmo, não comento nada. Os “democratas” da comunicologia não dizem nada. E nem quero. É só um toque. Os processos de manipulação por fragmentação, indução, ocultação e inversão continuam sendo utilizados, largamente.
       Na verdade não tenho mais nenhum interesse em fazer este tipo de monitoramento. Tenho coisas mais importantes a fazer na vida do que ficar examinando este jornalismo de merda.