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O PCC É CADA VEZ MAIS FORTE

Esta é a segunda postagem do dia. O caderno Cidades/Metrópole, edição dominical do jornal “Estadão”, em 24.01.2010, publica uma excelente matéria, tendo por base estudos acadêmicos (não sou fã incondicional da academia) sobre o “novo” PCC. Nenhum sentido de criminalização.

Um dos estudos é da antropóloga Karina Biodi, de 32 anos, atualmente doutorando na UFSCar. Começou a estudar o PCC depois que o marido foi preso em 2003. Durante visitas fez pesquisas de campo cujo material deu origem à dissertação “Junto e Misturado: uma etnografia do PCC”. O trabalho será publicado em livro pela Editora Terceiro Nome. A vontade é de reproduzir toda a matéria, mas ficaria um calhamaço. Segue um trecho.
KARINA – “São muitas as mudanças que ocorreram nas prisões após o nascimento do PCC: diminuição do número de homicídios e das agressões entre prisioneiros, fim do consumo de crack e de abusos sexuais, não se vende mais espaço na cela, não se troca favor com agentes penitenciários em benefício próprio em detrimento de outros, não se fala palavrões. Mas é importante lembrar que essas mudanças não são fruto de leis, decretos ou imposições. Suas propostas nascem de amplos debates e são expandidas e adotadas paulatinamente, não sem resistências e diferenciações na condução dessas políticas. É muito comum uma unidade prisional funcionar de forma diferente de outras, principalmente no que diz respeito a mudaças ainda não tão cristalizadas…. os ataque de 2006 desencaderam um grande movimento reflexivo no PCC. De acordo com essas reflexões, os ataque foram reações às provocações do governador de São Paulo, cuja finalidade seria a de mostrar sua força e, assim, conseguir pontos na corrida eleitoral em andamento à época. Essa é a análise que os próprios protagonistas dos ataques eleboraram, não cabe a mim questioná-las. Nesse mesmo movimento reflexivo, avalia-se que os ataques não foram a melhor maneira de chamar a atenção dos cidadão para o que ocorria no interior das prisões…”
          O jornalismo de merda, dos gaúchos, destaca nos últimos dias o maravilhoso mundo das cadeias privatizadas. Nas redações, de bundões, ninguém teve tempo para ler “As prisões da Miséria”, de Löic Wacquant.
          É o jornalismo de MERDA, gaúcho. Valorizando o que é regional.         

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