A PROPÓSITO DO FÓRUM SOCIAL

“Exeto talvez no orgasmo, nunca nos entragamos àquilo que fazemos. Nosso presente é ocupado por aquilo que vamos fazer e aquilo que acabamos de fazer. Fazendo-o ter sempre a marca do desprazer. Na história coletiva assim como na história individual, o culto do passado e o culto do futuro são igualmente reacionários. Tudo o que se deve construir deve ser construído no presente…. futuro e passado são peões dóceis da história que apenas encobrem o sacrifício do presente…” (de Raoul Vaneigem)
E acima de tudo quero promever, hoje, a ideia: “Aja como se não houvesse amanhã”. Produtores e consumidores de revolução (re)produzem a lógica consumista do sistema. A midia corporativa é parte destacada do gigantesco mecanismo de produção de bens simbólicos. Estes, hegemonizam esta visão reacionária do mundo. Nos desfocam, assim, do aqui e agora. Jornalistas bundões trabalham no piloto automático. É só lermos a recente entrevista com Stedile. A meninada já é enquadrada nos cursinhos técnicos de comunicologia.
JORNALISMO é subversão.
Vândalos, uni-vos!
Rebeliões, sempre!
Sexo, drogas e rock!
Já encheu o saco este papo morfético de que precisamos construir alternativas. Não quero ser referência de porra nenhuma. Estou me dedicando a ficar pertubado. Lembro Foucault. Nem na demência escapamos do controle. Ou não. Não custa nada tentar. Preciso respirar utopias, viscerais. Por golfadas.
Pontodevista está sob censura.
####### REPERCUTIR A FALA “OCUPAÇÃO NÃO SOMA ALIADOS” ( zh de 28.01.2010), de João Pedro Stedile escutando o coronel Mendes, do Tribunal Militar; Carlos Sperotto, presidente da Farsul e o deputado Dionilso Marcon, do PT, é absolutamente ridículo. Tudo por telefone. Este é o jornalismo dos bundões. Eles são fascinados pelo Neo. Jornalismo seria descobrir o que estão pensando as pessoas que estão embaixo da lona preta. Acampadas e isoladas. O que estão pensando os que foram jogados dentro de um lote sem qualquer assistência. Os que estão dentro de um lote plantando soja transgênica para uma multi. Os que com vocação camponesa e noções de práticas auto sustentáveis transformaram terras de péssima qualidade. Ou ainda o assentado que possue um pomar de pêras, cultivadas organicamente, sem qualquer possibilidade de escoar a produção; terá o trabalho de toda a família transformado em nada. A declaração virou pauta nas rádios e tvs do grupo.
A reforma agrária do nosso país foi projetada para não dar certo. Todo mundo sabe disso. Ou melhor, ninguém sabe disso pela atuação dos jornalistas. É tudo jogo de cena. A mídia corporativa viabiliza o espetáculo. Já fui pauteiro e editor de rádio e jornal. Sou professor. Não professoral. Sei o que estou dizendo. Mesmo considerando que tenho cada vez menos certezas. Não vou escrever sobre toda esta questão sob o “pontodevista” político. O discurso de ”esquerda”, por exemplo, do PSOL é de direita.
Jornalistas, bundões!
Bundões unidos um dia serão vencidos. Qualquer dia desses.





Luciano Viegas — 28/01/2010 @ 20:00
Fui na marcha e aquela partidarização me repugnou. Não sei se muito cedo ou muito tarde, mas, aos 17 anos, por tudo que venho lendo (e por este texto), sinto-me obrigado a ir a uma biblioteca amanhã mesmo. Procurar algo novo.
Essa é pra você WU: http://img682.imageshack.us/img682/9774/25012010144.jpg
Passei em Jornalismo. Vai ser um prazer ter aula com você lá na FABICO.