
Fidel no verão de 1955. Fotos como documentos.
A revolução industrial acaba realizando o sonho de Diderot: a construção de uma grande enciclopédia. A fotografia, máquina da era das máquinas, procede a um grande inventário do mundo visível. Transforma o mundo do século passado em um grande álbum. A máquina fotográfica é da era da estrada de ferro, da navegação a vapor e do telégrafo.
Fotos digitais são fantasias, bens simbólicos. Impõem subjetividades (apenas) confirmadoras das imagens televisivas, do espetáculo. Não é por acaso que vivemos um mundo de “cascatas e campanas”.
As imagens produzidas circulam ao ritmo do poder econômico. São descartáveis. Fotografam, olham e deletam. As redações já recebem o material todo “editado”. Por isso mesmo são todos treinados na introjeção dos interesses empresariais.
“A imagem construída, pensada e formada, antes de tudo, pela subjetividade de seu autor: é essa a temática principal das 127 obras que compõem a exposição A Invenção de Um Mundo, recorte do acervo da Maison Européene de la Photographie, que o Itaú Cultural apresenta a partir de hoje e até o dia 13 de dezembro. São trabalhos realizados por mais de 30 artistas nos últimos 20 anos, quando cada vez mais a fotografia se impõe como expressão e começa a fazer sua entrada nas galerias, nas feiras de artes e no mercado mundial.” (abertura da matéria do Caderno 2, página D5, da edição de ontem do “Estadão”.)
“A Invenção de Um Mundo Artes Visuais” é a exposição do Itaú Cultural, na avenida Paulista, em São Paulo. Reúne obras de fotógrafos como Duane Michals, Bettina Rheims, Jan Saudek, Joan Foutcuberta, Sarah Monn, entre outros.
A francesa Bettina Rheims começou sua atividade como fotógrafa aos 26 anos, retratando tipos andróginos, prostitutas e gente de rua. Seus registros estão sempre ligados à idéia de ambiguidade e provocação. (imagens capturadas na internet)
Fotógrafa francesa Bettina Rheims

Foto de abertura do livro “Olho da Rua” com uma retrospectiva da obra do fotógrafo José Medeiros, da revista O Cruzeiro.
Oscar Niemeyer, autor dos cenários, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e sua mulher Lila Bôscoli, nos bastidores da estréia de Orfeu da Conceição, Teatro Municipal, do Rio. (foto de José Medeiros)

O casario mais antigo do bairro está sendo devorado pelas construtoras. O velho Bairro Bom Fim está no fim. ESPECIAL PONTODEVISTA. Temos consciência de que este é um processo irreversível. Estamos apontando a “cegueira” da mídia corporativa. Uma entre tantas conivências com o poder econômico.
Estamos sob censura. Os “toscos”, de um modo geral, passam a vida empregados em uma única firma. São denominados de “crias da casa”. Nunca foram testados em outros empregos ou funções. Não arriscam. Não possuem a caracterítica básica e essencial do verdadeiro jornalista, inquietude e insatisfação.