Jornalistas motorizados, França. Robert Capa, 1939. O fotógrafo com esta foto faz uma homenagem aos jornalistas que cobriam a Volta da França de 1939. Ele mesmo chegou a fotografar de cima de uma moto.
Considerado o melhor fotógrafo de guerra do mundo, Capa iniciou sua carreita após abandonar a Hungria natal e captar, em uma imagem, um gesticulante Leon Trotski. Fez a cobertura da Guerra Civil da Espanha. Durante a Segunda Guerra Mundial, a revista Life o contratou para acompanhar as tropas norte-americanas no norte da África e na Europa. A consagração foi alcansada com o material fotográfico do desembarque das tropas aliadas na Normandia no Dia D. Foi um dos fundadores da Agência Magnum. Morreu após a explosão de uma mina na Guerra da Indochina.
“Para mim, Capa vestia os trajes de luz de um grande toureiro, mas nunca para matar; como grande guerreiro, ele combatia generosamente por si próprio e pelos outros em meio a um furacão. Quis a fatalidade que fosse derrotado no auge de sua glória.” (Henri Cartier-Bresson)
Foi em 1946 que vietnamitas comunistas e nacionalistas deram início à luta contra o colonialismo francês. Em 1954, em Dienbienphu, os soldados franceses foram derrotados. Capa que estava no Japão aceita substituir o fotógrafo que trabalhava para a Life no Vietnã pelo período de um mês. Dois meses após sua chegada os franceses são derrotados. Em 25 de maio de 1954, fazendo uma reportagem sobre a situação militar no delta do Rio Vermelho, onde nacionalistas e comunistas realizavam uma grande ofensiva, acompanhando uma missão francesa, Capa pisa em uma mina quando acompanhava soldados, após uma parada do comboio.
######## nada do material que estamos publicando foi capturado na Internet. São reproduções do acervo da equipe de Pontodevista.
“Pasé los primeiros veintidós años de mi vida em la Checoslovaquia comunista, la antiga Checolosvaquia… agora vivo em frio Canadá… como fotógrafo comercial he tenido contato con muchas mujeres, mujeres que acuden a mí como modelos, maquilladoras, estilistas o amigas. Empecé a fotografiarlas em plan de broma y aquello deviró hacia el erotismo. Las mejores modelos tienen el instinto necesario para enteder lo que se propone el fotógrafo e le dan más que lo que espera. Mi primeira inspiración fue Guy Bourdin. Y actualmente lo siegue siendo.”
Fotos de Yuri Dojc/ Erotic Photography

Meu amor
Eu quero é ir-me embora
Eu quero é ir-me embora
E quero que você venha comigo…
E quero que você venha comigo!!!
Não te quero torturado e preso
eu queria
te ver sorrindo
se rindo em Santiago
do bicho da goiaba do pneu do carro que furou
da briga na fila e do corte do filme
com a cara boa das pessoas que só sabem
o que é a vida amando
o inígma da esfinje
o prazer de chupar manga
e puxar manga rosa chapado
eu queria eu te queria novinho
inteiro pronto p’ra me amar
sou tua
Helena
“Para mí, una buena modelo no es perfecta. Las encuentro em todas as partes, pero ahora más que nunca, gracias a Internet recibo cada dia ofertas de muchachas dispuestas a posar. Internet es estraordinario: ha traído más compradores, más modelos, y eso significa más dinero e los primeros para pagar a los segundos. No estoy seguro de qué sifnifica erotismo. Si son desnudos, intenté captarlos nada mas hacerme fotógrafo. Entonces me inspirava en Lewis Carrol, em la actualidade en nadie. Estoy chapado a la antigua: trabajo solo com carretes y papel. Con cámara digitales unicamente he hecho pruebas.”
Foto de Jan Saudex/ Erotc Photography

Que bom ter te encontrado, assim cortês e delicado. Minha estabanação não cessa de te espantar. Às vezes tento reprimi-la, mas ela não me obedece. No máximo, consigo contê-la. Que bom ter de encontrado, bagual que não se entrega senão aos seus próprios sonhos. Comandando, decidido, um misto de docura indecifrável das montanhas e da incerteza perene de nossos campos, que a vista nunca distingue onde se apaga. Bagual estradeiro, desatinado, tropeiro na vida por opção, que bom ter te encontrado! Sou toda tua mulher.
Helena
“Un dia me dio por comprar mi primeira Hasselblad. La hermosura de la tecnologia fotográfica me impulsó a captar exclusivamente imágenes bellas. Professionalmente, me decanto por las tecnologias tradicionales de captura de imagens en película. En mi opinión, los sistemas digitales tienen menor validez em el arte de la fotografía. Busco modelos que quieran tener um papel activo en mis escenificaciones, no chicas que trabajen simplesmente por dinero. Creo, y lo digo por experiencia, que el éxito de una modelo radica en su falta de familiaridad con la temática e con el entorno del estudio.” Foto de Yasuji Watanabe/ do Erotic Photography

As coisas cruas e que arranham-me a
alma por dentro me atraem.
Do que sou, arrisco-me a perder um pouco,
lacerando minha carne pelas esquinas, ossos à mostra.
Não desperdiço a vida.
Ganho a existência coerente com toda
gota de sangue que verto.
E ninguém me venha com ares de Deus
que negarei três, quatro mil vezes se for preciso!
Essa mão do invisível, não a quero tocando meu corpo
que em casa milímetro quer mais do que já alcançou.
Ninguém irá me encher o vazio,
tenho sede e quero viver, tenho apetite e quero comer.
Quero me banquetear em mesas fartas,
quero me embebedar com finhos finos,
quero estourar de satisfação,
quero explodir meu íntimo em noites e madrugadas,
para surgir íntegra, completa, quando o
novo dia alvorecer.
Helena ****
AQUI A III SEMANA DE FOTOJORNALISMO
júnior da ECA-USP Não consegui ver nada muito expressivo. Não percebi nada com o verdadeiro sentido do jornalismo, a subversão. Mas não deixa de ser interessante a informação de que ocorre uma III Semana da Escola de Comunicação e Artes da USP.
************** O texto de ontem e o de hoje são assinados por Helena. Uma mulher sobre a qual não existem muitas informações. Segundo alguns tratava-se de uma misteriosa militante anarquista que tinha por passatempo distribuir textos de erotismo nas portas dos colégios de Porto Alegre. Pelo que se sabe escapou de ser presa algumas vezes, na década de 70, quando planfleteava na porta do Instituto de Educação. Também distribuia materiais eróticos nas proximidades de algumas Igrejas. Estes textos e algumas referências sobre a autora foram encontrados, em folhas de caderno escolar, dentro de livros comprados em um grande “sebo” de Porto Alegre. Todos livros de temáticas anarquistas. Devem ter sido de uma mesma biblioteca.