Saudações aos catógrafos do sistema. Showrnalistas, uni-vos! “Vitoriosos” pela imposição do silêncio. Não é a primeira vez que somos submetidos a esta situação. Com os métodos da cartilha “liberdade de imprensa”. O PRBS é a vanguarda. Todos estão à serviço do pior e mais reacionário showrnalismo do país. Já estão pensando na criação de uma nova rede, semelhante ao Twitter, em que só será possível usar uma única expressão: sim, não, concordo, aceito, etc. Continuamos mostrando e dizendo o que pensamos em sala de aula. Até quando? Não sei. Qual a eficiência nesse momento? Não sei. Vai alterar alguma coisa? Acho que não. As políticas do amortecimento, através da produção de bens simbólicos, das subjetividades reacionárias e conservadoras são de proporções gigantescas.
Carneirinhos, o diploma não está ameaçado porra nenhuma. A censura é midiática. No caso bancada pelo PRBS (Rede Brasil Sul e Comunicações com Zero Hora).
E ninguém diz nada. Existe uma invísivel rede de conivências corporativas. Jornalismo, como diz o velho Mino Carta, é fidelidade absoluta à verdade factual, aguçado espírito crítico e vigilância intransigente de todo e qualquer tipo de poder. Exercemos, assim, nosso trabalho de monitoramento de Zerolândia no últimos dez anos, no suporte Internet e no espaço da academia que, em princípio, é o lugar da reflexão crítica. Na atualidade “só em princípio” e não na realidade concreta. Sempre sonhei com a possibilidade de um dia me tornar JORNALISTA. Um autêntico subversivo.
Abaixo a hipocrisia. Viva o Hamas!
Sexta-feira, centro de PA, em torno das 17h.



Sol e chuva em um minuto.
RADICALMENTE ANARQUISTA
Informamos com profunda tristeza o falecimento do escritor anarquista, militante e associado do Centro de Cultura Social, Edgar Rodrigues. Sua morte se deu por volta das 20h de ontem, quinta-feira, devido a uma parada cárdio-respiratória. O corpo será cremado entre sábado e domingo sem cerimônia, como era a vontade de Edgar. Autor de dezenas de obras e centenas de artigos sobre a história e as idéias anarquistas no Brasil e em Portugal, Edgar foi o maior e o mais importante difusor da cultura libertária desde o final dos anos 1960 quando publicou, sob a ditadura militar, a trilogia tornada clássica e indispensável em nossos dias: “Socialismo e Sindicalismo no Brasil, 1675/1913″, “Nacionalismo e Cultura Social, 1913-1922″ e “Novos Rumos, 1922-1945″.
Edgar foi também fundador e um dos principais fomentadores do arquivo atualmente em posse do Círculo Alfa de Estudos Históricos (Grupo Projeção), para o qual, não obstante sua obscura expulsão, destinou partes substanciais de seu precioso acervo pessoal reunido ao longo de uma vida e com duros esforços.
A jovem geração anarquista que surge em meados dos anos 1980 juntamente com a reabertura do Centro de Cultura Social de São Paulo, certamente não saberia passar sem Edgar Rodrigues. Esta geração lhe é grata pela generosidade com a qual ele sempre soube lidar com o patrimônio cultural do anarquismo e por seu trabalho incansável e resgate da história e da memória anarquista. Edgar que se foi aos 88 anos estará sempre presente para nós por meio de suas obras, por sua tenra lembrança e por uma vida dedicada ao anarquismo. Saúde e Anarquia!
VISITE O Centro de Cultura Social
############ morreu também, com 88 anos, em Montevidéu o escritor Mario Benedetti. Ainda recentemente, as livrarias receberam da editora Alfaguara a coletânea de contos “Correio do Tempo”.