Este é outro livro de leitura obrigatória. Esta segunda edição de é de setembro de 2005. Editora Revan. Este é outro estudo comparado do gueto americano e a periferia urbana francesa. Na “orelha” é destacado que trata-se de um “balanço das semelhanças e diferenças entre a nova pobreza na ‘banlieue’ francesa e a contrapartida estrutural nos Estados Unidos…” Loïc Wacquant é professor de Sociologia da Universidade da Califórnia, Berkeley, e pesquisador no Centro de Sociologia do Collège de France, em Paris. Passamos a semana dedicados à indicação da leitura de seus livros. Jornalistas que trabalham com as matérias policiais e temáticas referentes à periferia deveriam dedicar um “tempinho” à leitura destes textos. Deixariam de trabalhar no “automático”. É certo que, pelo menos alguns, deixariam de aceitar a orientação editorial “isenta” no tratamento dos marginais, dos que estão à margem.
MARIJUANA GIRL ACABA VENCENDO

Quadrinhos do jornal inglês Sof Secrets.
“Corpo e Alma – notas etnográficas de um aprendiz de boxe”, de Loïc Wacquant é uma edição da Relume Dumará. Este trabalho etnográfico é resultante de uma pesquisa de campo que teve a duração de três anos. Loïc Wacquant frequentou as academia de boxes da comunidade afro-americana da cidade de Chicago. O livro toca em três questões importante do campo da antropologia: “produção do corpo”, “observação participante” e “relações interétnicas”. Também pode ser lido como romance. A atividade do etnógrafo, com sua “observação participante” em nada se diferencia da atividade de um atento repórter. A distância entre a área de ciências humanas (sociologia, antropologia, filosofia, história, etc) e o jornalismo tranformou o curso em comunicologia. Um curso cada vez mais pobre e mais técnico.
ELE VAI OCUPAR A PRAÇA
Amanhã, sexta-feira, às 16 horas, todos nós temos um encontro com Carlos Marighella, na Praça da Alfândega, centro de Porto Alegre. O pessoal do “Ói nóis aqui traveiz” estará fazendo mais uma apresentação da peça “O Amargo Santo da Purificação.” E, no dia 26, domingo, no mesmo horário, na Redenção.
Ao final das apresentações muitas pessoas ficam emocionadas. É muito bonito o trabalho de criação do grupo para contar a história de Marighella.
Este é o livro. Lendo “As prisões da miséria”, de Loïc Wacquant, da editora Zahar será possível o entendimento das períodicas campanhas para a construção de mais cadeias. JORNALISTA que quer, de fato, ser um REPÓRTER de polícia deve estudar este texto. Segue: “… a expansão sem precedentes das atividades carcerária do Estado americano foi acompanhada pelo desenvolvimento frenético de uma indústria privada da carceragem… dezessete firmas dividem aproximadamente 140 estabelecimentos espalhados em duas dezenas de estados, principalmente no Texas, Califórnia, Flórida, Colorado, Oklahoma e Tennesse. Algumas se contentam em gerir penitenciárias existentes, às quais fornecem pessoal de vigilância e serviços. Outras oferecem a gama de completa de bens e atividades necessárias à detenção; concepção arquitetônica, financiamento, construção, manutenção, administração, seguro, empregados, e até mesmo o recrutamente e o transporte de prisioneiros…” Págs.90/91.
Os governos do PSDB defendem este modelo. Com amplo apoio da mídia corporativa. A Grupolândia está na vanguarda da luta pela implantação de mais cadeias. E todas privatizadas. Se não estivessemos sob regime de censura reproduziríamos, em imagens, páginas do showrnal com as matérias que propõem esta solução. Assim como poderíamos analisar fotos, matérias, títulos e chamadas de capa. Até a “esquerda” introjeta este discurso.
@@@@@@@@@@@@ Não há nenhum impeditivo, na edição de hoje de Zerolândia, em princípio, que nos bloquei qualquer comentário crítico. Até mesmo, a foto da página três, no “Pelas Ruas”, é assinada por Emílio Pedroso. Talvez férias. Jornalista que censura por algum mecanismo, na atualidade, não deveria ficar na vitrine. É a nossa opinião. E não existe qualquer outro material que, por uma determinação de um recurso na Justiça, nos impossibilite qualquer observação crítica. A foto do bicho na capa não é “cascata”, assinada por Jefferson Botega.
Nossa avaliação pode estar equivocada. A manchete “o ranking das cidades onde mais roubam carros no RS” tá mais pra release e matéria de “gaveta”, aquela matéria que pode sair qualquer dia da semana. Não deixaria de ser interessante uma comparação com as anteriores. Só não retomamos (integralmente) a atividade de crítica, diária, pelo fato de que continuam bloqueados conteúdos do site e do blog.
Aguardamos o resultado do julgamento do recurso e orientação de nossos advogados.
VISITE O BLOG DO GRUPO DE ESTUDOS ANARQUISTAS.
“Estamos falando da discussão deste novo ator social, a mídia e as agências de comunicação social. A luta pela hegemonia do discurso criminológico se dá na esfera das comunicações, e o que se observa é a subordinação do discurso político às agências de comunicação. Os políticos não pautam, são pautados… as prisões do século XVIII e XIX foram projetadas como fábricas de disciplina , hoje são planejadas como fábricas de exclusão”. “Punir os pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos”, de Loïc Wacquant é da editora Freitas Bastos. Think tanks – grupo ou organização composto por especialistas em dado assunto, como comércio, tecnologia e ecologia, cujo objetivo é formular propostas para solucionar problemas e dar consultoria a universidades, corporações e forças armadas, entre outras instituções. AS ATUAIS FONTES DA MÍDIA CORPORATIVA.
Nunca será demais lembrarmos que jornalista não processa jornalista. JORNALISTA usa do direito de resposta. Valoriza a polêmica, sempre. Que fique assegurado aos que, de fato, atuam como professores de JORNALISMO o direito do exercício da crítica. Continuamos sob censura.
Segue o barco.
@@@@@@@@@@@ as postagens desta semana estão voltadas para a possibilidade de um efetivo entendimento da subjetividade proposta pela Grupolândia de que precisamos de mais presídios. De preferência com o máximo de privatização.
@@@@@@@@@@@ Como a subjetividade violência total não é mais o centro das atenções, da Grupolândia, a chamada de capa “Ameaça ao comando põe em alerta BM de Canoas” é ridícula. Situação idêntica, em outros tempos, seria a manchete. JORNALISTAS trabalham, sempre, com noções comparativas.