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A DERIVA É APROPRIAÇÃO DA MUDANÇA


Da série grafismos urbanos. Obras do futuro Espaço Cultural da Caixa Econômica, Rua da Praia, Praça da Alfândega, centro de Porto Alegre.
 
Estas estruturas sempre impressionam. Muitas pessoas passavam pelo local olhando para o prédio em reforma. Outras nem se davam conta. A velocidade é a pior poluição.
 
Na deriva é obrigatório a “perda de tempo” para olhar o que as pessoas estão olhando. Elas, na maioria das vezes, indicam o que fotografar. E assim mesmo, na correria, o “olhar” delas é muito rápido. É preciso estar “ligado” para tirar o melhor de uma deriva. Esta é uma apropriação do que está em mudança.
        O jornalismo, na atualidade, fica de costas para cidade real. É um instrumento selvagem de estímulo ao consumismo. Estes padrões, impostos, estão implodindo com o planeta. Diminua a velocidade. Não consuma. Fique subversivo. Clandestino e incendiário.
         Participe do Movimento de Libertação Vodu Revolucionário. Trata-se de uma desorganização sem direção e comandantes. Até mesmo a figura dos “sub” está para ser extinta. Dos zapatistas foi mantida a ideia de “mudar o mundo sem tomar o poder”.
        Guerrilha, sempre!

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