SINGULARIDADE E SUBVERSÃO

LOMOGRAPHY – Mercado Público e Largo Glênio Peres, centro de Porto Alegre, dezembro de 2009. Foto em Lomography, com máquina Diana F+, filme Ilford Plus 400, 120mm pb, foco em infinito, abertura para dia de sol, final de tarde de um domingo, negativo 6×6, imagem “escaneada”, sem manipulação no Photoschop, corte na parte inferior.

LOMOGRAPHY – Especificações quase idênticas. Filme Kodak 400TX, 120mm, corte na parte inferior. Leve diminuição do brilho.

LOMOGRAPHY – Corredor de ônibus da Osvaldo, sentido centro/bairro, no Bom Fim, Porto Alegre. Lomo com a Diana F+, filme Ilford Plus 400, foco em infinito, 120mm com negativos em 6×6, sem manipulação digital, corte na parte inferior.
Completou este mês um ano que estamos impedidos (censura) de comentar materiais publicados pelo jornal Zero Hora (Zerolândia), do grupo RBS (PRBS - Partido Rede Brasil Sul de Comunicação). Está completando um ano que a ”cascata” passou a ficar sob controle. O que não significa nenhuma grande vitória. Nem tão pouco está garantido que não voltará a acontecer. Tudo depende, em grande parte, da conjuntura, dos interesses do showrnal na imposição de uma determinada subjetidade.
Sou do tempo que JORNALISTA não processava JORNALISTA. Solicitava o direito de resposta. Estabelecia-se uma polêmica. Ao final de um determinado período ficava acordado um novo consenso. JORNALISTAS continuam sendo processados. Na atualidade, com alguma freqüência, por showrnalistas. Por mentalidades fascistas, trogloditas. Imaginem que como JORNALISTA e professor de jornalismo estou impedido de escrever uma crítica diária contrária ao que não considero jornalismo. Se os movimentos sociais estivessem organizados as ações, na Justiça, seriam invertidas. Showsrnalistas estariam respondendo por suas falcatruas.
Reivindicar democratização dos meios sem participação do povão, sem enfrentamento de classe, é pura empulhação. Jogo de cena. Legitimação da política das elites “democráticas”. As “lideranças”, cooptadas pelo sistema, ficariam satisfeitas com algumas migalhas. Mais amortecidas do que já estão e inteiramente à direita. Com discurso de esquerda, é claro. Integradas.
Jornalismo é subversão.





Observante — 8/12/2009 @ 07:21
Há muitas razões para o desencanto; mas bons exemplos e referências nos fazem crer que jornalismo ainda existe sim. Esse blog é exemplo. Aliás, blogueiros estão ganhando espaços impressionantes na construção de subjetvidades contra-hegemônicas. O ato do Eduardo Guimarães (MSM), realizado recentemente em frente a Folha dá uma idéia de que o desconforto com a mediorcridade e o reacionarismo na imprensa é geral. (http://edu.guim.blog.uol.com.br/).
claudia cardoso — 9/12/2009 @ 00:18
Participei de duas experiências importantes em matéria de participação do povão, uma em Fortaleza, outra em Porto Alegre. Fiquei muito feliz com a diversidade de gênero, raça, etnia, classe social e geração nas Conferências Municipal de Fortaleza e Estadual do RS. Nuna vi tanta gente diferente, querendo discutir a comunicação que temos e a que queremos.
Agora, o embate, na Nacional, pelo que se ouviu do Min. Helio Costa no Roda Viva e como se lê de determinados delegados natos dessa I Confecom, a idéia é exatamente isso o que denuncias: algumas lideranças [???] já estão cooptadas pelo sistema. E isso é muito preocupante, pois a discussão da democratização das comunicações evidencia, sem sombra de duvida, a luta de classes.
Abração!
claudia cardoso — 9/12/2009 @ 00:20
Ah! Esta foto da Osvaldo Aranha deserta parece feriado de 1º de dezembro ou carnaval… Muito linda!