CADEIA PARA OS TORTURADORES

Conheci os textos de Rodolfo Walsh e sua importância para o jornalismo lendo o jornal Versus, na década de 70. Marcos Faerman (o Marcão) apontava “Operacion Masacre” como um clássico. A imagem da esquerda (em vermelho) é a contrapaca do livro “Quien mato a Rosendo?”, outro importante livro de jornalismo investigativo.

Em nosso país os desaparecidos continuam desaparecidos. E ninguém responde por absolutamente nada. Alguns se aposentaram e muitos continuam dentro dos aparelhos repressivos do Estado. A impunidade campeia. O cabo Anselmo, por exemplo, sempre esteve e continua sob a proteção da comunidade de agentes dos aparelhos repressivos da ditadura. J.Cristo, integrante do CCC (Comando de Caça aos Comunitas), torturador que foi capa de uma edição da revista CartaCapital, é um tranquilo delegado de uma cidade do interior de São Paulo. Quem são os empresários que botavam grana na Operação Bandeirantes (OBAN) para financiar a tortura? Esse papinho de “anos de chumbo”, da mídia corporativa, é puro jogo de cena. O “showrnalismo investigativo” nunca investigou porra nenhuma do que aconteceu. Quando abrem espaço para o tema é para que os caras digam que é tudo uma invenção de ex-terroristas.
Este é o pior jornalismo (com raríssimas exceções) da história do país. Não é possível qualquer democratização dos meios sem o povão, sem luta de classes. O grupo Clarin, da Argentina, vai se “fudê”. A rede “Grobo” tá rindo. Na ofensiva pela “liberdade de imprensa”. Faculdades de comunicologia ensinam a meninada a apertar muitos botões. A “esquerda” faz o contraponto com o “fórum e quetais”.
Estou submetido a uma multa diária, de 150 reais, caso comente alguns matérias publicadas por Zero Hora. Estou submetido a um regime de censura.
VIVA A ANARQUIA!!!!!
******** Morreu no sábado, em São Paulo, o fotógafo Matuiti Mayezo. Ficou conhecido pelas fotos do cerco ao capitão Carlos Lamarca, da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), na tentativa de organizar uma área de treinamento de guerrilha no Vale da Ribeira, assim como pelas fotos do incêndio do edifício Joelma, em São Paulo. Começou no jornalismo na década de 60 na sucursal do jornal “Última Hora”.
(com esta postagem antecipamos o que estava previsto para segunda-feira, 14.12.2009)





Zé Pedro — 13/12/2009 @ 09:28
…. e o mais interessante é que, em meio a toda essa história a ser contada, os estudantes de comunicologia são estimulados a valorizar cada vez mais botões e máquinas, em detrimento à crítica e a realidade escondida pelo sistema. Isso se reflete nas “reportagens históricas”, superficiais e revisionistas. Veiculadas em cadernos dos jornalões do Sul, a pretexto de apresentar “o outro lado”, apenas reforçam subjetividades do terrorismo de estado, e de seus protagonistas. São práticas daquela época, que são hoje reproduzidas através da perseguição e criminalização dos movimentos sociais ou os pobres e pretos da periferia.