PELA MILÉSIMA VEZ

Família, Hale Country, Alabama, 1936, de Walter Evans.
A produção de bens simbólicos, da reportagem “às pressas”, é parte importante da concorrência e da lógica do lucro. É, também, parte da concepção de que é possível recolher “o verdadeiro” mantendo distância do fato (do objeto), captando apenas a superfície das coisas. Em sentido contrário, o verdadeiro fotojornalismo mergulha na realidade e as pessoas são o centro. A verdadeira reportagem fotográfica não produz uma representação. Procura traduzir situações humanas que ultrapassem, no maior grau possivel, o visível. O jornalista rompe com a solidão e o distanciamento em relação ao mundo. A realidade é “parceira” e a postura não é, em nada, predadora.
Mil desculpas. Pela milésima vez: jornalismo é subversão. Abaixo a perfumaria!
NOTA
É amanhã, quinta-feira, na Livraria-Café Letras e Companhia, que fica na Osvaldo Aranha, 444, o encontro promovido pelo pessoal do JORNALISMO B sobre o papel das Rádios Comunitárias na sociedade atual. Estes debates são promovidos por pessoas que, de fato, são comprometidas com o verdadeiro jornalismo. Começa às 18h30.





Zé Pedro — 25/11/2009 @ 06:37
Foto de bela composição e pura percepção! Imagem que traduz UM TEMPO, ao invéz de VONTADES SUPERIORES.
Alexandre Haubrich — 26/11/2009 @ 08:03
Valeu, Ungaretti! Segue firme aí que seguimos firmes aqui. Vamos juntos em frente!