NADA A DIZER OU A EXPLICAR
Por dificuldades de ordem técnica ficamos sem realizar postagens nos últimos dias. Estaremos retomando, no espaço do blog, provisoriamente, a nossa atividade na segunda-feira. Colocamos na abertura do sítio Pontodevista o texto abaixo. É possível que, nos próximos dias, a mesma decisão venha a ser adotada, também, em relação ao blog.
Trajetória inversa a de um J.B. Scalco e de alguns outros. Grandes fotógrafos que aproveitaram as chances que tiveram na vida. Não temos mais nada a dizer ou a explicar. Diante das limitações que nos foram impostas pelas ações movidas na Justiça, por um funcionário da RBS – 35 ANOS DE FIRMA, tomamos a decisão de suspender todas as nossas atividades nesse espaço. Não existem razões para trabalhar com as regras que nos impuseram. E que determinam, objetivamente, o que podemos comentar ou não do jornal Zero Hora. Tudo, aqui, tinha a função de estimular, fundamentalmente, o espírito crítico dos estudantes de jornalismo. O sentimento é de vitória. Fotógrafos “cascateiros” estarão, pelo menos por um bom tempo, sob vigilância. Após serem resolvidas algumas questões técnicas, tudo será tirado da rede. Em algum momento, mais cedo ou mais tarde, alguém deverá responder pelo “desaparecimento” de 10 anos de crítica ao jornalismo que se pratica na RBS. Dissemos, desde o início, que manteríamos a corda esticada, ao máximo. Que estoure de qualquer um dos lados. Continuarei a ser Wu, um modesto jornalista, professor e fotógrafo. Estou na deriva. Flanando.









Aprendiz — 6/11/2009 @ 20:07
Quem é que vai pagar por isso???!!!
Rafael — 7/11/2009 @ 10:58
Este estado é uma vergonha, essa corja é revoltante. Vergonha de morar num lugar onde isso seja possível, onde uma instituição de ensino sequer se levante politicamente contra práticas de censura ao conhecimento. Não é só questão de política, é a PUSILANIMIDADE das cabecinhas técnicas. Qual sua opinião professor, os doutos de salto alto ficaram com medo de perder oportunidades futuras de emprego ou não te apoiaram porque ainda cobiçam os prêmios dos Ari-gós? Que ensino é esse que temos? Porque não fecham logo as portas e começam a cobrar mensalidades, monopolizando bolsas e impondo pesquisas à revelia dos alunos (como ocorre com um certo professor de comunicação na Unisinos)? Seria o coerente. Invadem a sede da FAG, e agora isso. Qual é a saída dessa sofisticada ditadura na qual vivemos? A internet é livre mas não podemos falar o que pensamos, e sequer podemos invadir a sede do PIG, pois não é essa a questão. Se não é somente uma sede física, então, onde se escondem, nascem e se mantém essas relações de pusilanimidade? Por onde faremos um controle social dos meios de comunicação?
A partir de hoje, conhecimento bom é todo conhecimento proibido pela ditadura, valendo o mesmo para todo tipo de jornalismo que se queira minimamente respeitável. O resto é gastar tempo com bobagem.