CARAS

Seu Paulo é um operário da Prefeitura de PA. Depois do expediante passa pelo Mercado Público toma uma cerveja e um “martelo”. Segue para casa, após este ritual.
Foi em 1925 que Paul Vierköter inventou o flash de lâmpada. E, em 1929, esse equipamento foi aperfeiçoado por Ostermeier, com a introdução de metal refletor na lâmpada. Os fotógrafos, em especial os jornalistas, passaram a substituir o flash de magnésio. Segundo alguns historiadores o novo equipamento fez sua estréia nos Estados Unidos, com a foto do Presidente Hoover, na solenidade de assinatura de uma Lei em Apoio aos Desempregados. Um pouco desse tipo de cultura “inútil” era muito apreciado pelos antigos jornalistas.
A idéia é velha. Dos primórdios do fotojornalismo. Tornar visível o rosto dos sem-fisionomia e sem-imagem. Contra o “fotojornalismo armado” do material de divulgação, grandemente, utilizado pela mídia corporativa. Contra a orientação dos editores que solicitam material fotográfico de pessoas jovens e bonitas. Dar visibilidade aos excluídos da visibilidade dominante, em todas as instâncias da vida social e política. Contra a associação destes rostos ao campo da criminalidade. Pela associação destes ao campo dos marginalizados, dos que estão à margem. Fotografar o mais próximo possível “com eles” e não ”sem eles”. Contra a utilização de poderosas teleobjetivas que possibilitam a “campana”. A idéia é a de trafegarmos em sentido contrário, reiventando o fotojornalismo que transforma o visível, fotografando não mais “as coisas” e “as pessoas”, mas a alma. Estas postagens são rápidos movimentos da coluna guerrilheira. Palavras como estiletes.
O clima aí na redação está péssimo? É bem próprio do jornalismo burocrático a tristeza. A absoluta falta de paixão pelas ruas. E as atitudes de arrogância.









Observante — 26/11/2009 @ 07:37
Princípios por Logos; Paixão por Conveniências. E ícones do show recebendo prêmios de ícones da mediocridade. Estar fora disso é o centro e a vanguarda. Óbvio só para quem enxerga e tem coragem. abs.