ARQUITETURAS DA HIPOCRISIA
No bairro Bom Fim (PA), onde muitas casas antigas estão sendo postas abaixo para a construção de “moderníssimos” prédios, o número de pessoas dormindo nas calçadas é a “incomodação”. Grande parte do projeto de “revitalização” da área, incluindo aí a reforma do auditório Araújo Viana, nas chamadas parcerias público/privadas, “moderniza” os equipamentos urbanos para receber os novos moradores. Não, evidentemente, estes que dormem nas calçadas.

Este é um tipo de moradia muito usado na região. Material plástico de grandes embalagens.
Muito usada é este outro tipo, de papelão. Serve tanto em dias frios como mais quentes.
Nos últimos tempos temos algumas dúvidas sobre a realização ou não deste tipo de postagem. Verificamos que, em alguns casos, involuntariamente, trabalhamos para o serviço de cartografia dos aparelhos repressivos. Apontamos, onde existe “uma situação de desvio” em que o aparelho de Estado precisa realizar o trabalho de higienização.

Este prédio, localizado na R. Fernandes Vieira, ocupa a área de cinco casas antigas. São raríssimas as ruas do bairro em que não está sendo levantado um grande prédio.
O showrnalismo está de costas para a cidade real. O poderio das construtoras e dos conglomerados econômicos é que determina as pautas. Nunca é demais apontarmos esta obviedade. O ”fotojornalismo” da atualidade não trabalha com este tipo de registro. É só perfumarias e foto/divulgação.
A Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS (Arfoc) tem recebido a filiação de um bom número de agentes P2 (Serviço de Inteligência da Brigada Militar), o que facilita a movimentação “destes fotógrafos” nas manifestações dos movimentos sociais. Esta é a informação que circula na categoria. Alguns “agentes/fotográficos” estão fazendo questão de mostrar aos profissionais que estão credenciados e, na brindeira, chegam a dizer: “é daí colega???????!!!!!!!!!”. Assim, nenhum deles vai precisar usar um crachá da Carta Maior.
Quem dúvida de que, em breve, poderemos ter algum “agente/fotográfico” recebendo um prêmio ARI-gó (da Associação Riogradense de Imprensa). Quem dúvida?
Gostaríamos de ter o máximo de distância de tudo isso. De cada profissional (dos antigos e dos ex-alunos) que encontramos ficamos sabendo alguma história escabrosa. Sem fofoca.




