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Em direção ao Acampamento Farroupilha


No sábado, transitando pela avenida Protário Alves, gaúchos pilchados seguiam em direção ao Acampamento.
 
  Longa cavalgada pelas principais avenidas de Porto Alegre.

Fotografar o desfile da Semana Farroupilha é o óbvio. É a suprema valorização das “raízes gaúchas”. É o mesmo comportamento ”espetácular” quando militantes do MST são fotografados em uma barreira da Brigada. No primeiro caso (acampamento) é ”espetáculo” como showrnalismo. E no segundo caso é “espetáculo” como subjetividade que criminaliza. 

Brevissíma
Em qualquer reunião política – de movimentos sociais ou partidos – é prática absolutamente normal realizar anotações. Começa pela organização do que vai ser discutido. Os ”diários do MST”, em reportagem especial, demostram que o movimento é organizado. O óbvio. Seria um contra-senso a não avaliação da morte de um militante. Seria um contra-senso realizar uma manifestação sem a organização e distribuição de tarefas entre militantes. Seria um contra-censo não especificar o que deveria ser dito à “imprensa isenta”. Ninguém é ingênuo. Luta de classe existe, sim. Trata-se de mais um “causo” criminalizador. Não é jornalismo. Dizer que o MST foi procurado para falar do “novo caderno” é piada. É ridículo. Explica a “notinha” da página 10, edição de domingo. Enquanto eles valorizam da fala da ministra Dilma “o discurso estatizante”, a revista CartaCapital chama, na capa, “A tragédia da privatização”. Pagamos uma das maiores tarifas do mundo pela energia elétrica que consumimos.
        Estamos sob censura.

JOHN VINK (1948)

Vink nasceu na Bélgica. Estudou fotografia na Universidade de La Cambre, em Bruxelas. Começou como fotógrafo independente em 1971. Entrou para a Agência Vu, de Paris, em 1986. Um ano depois foi para a Magnum. Publicou em 2004 o livro “Povos das alturas” resultante de seu trabalho nas montanhas da Guatemala, Laos e Georgia. Andou pelos acapamentos de refugiados do México, Paquistão, Sudão, Turquia, Tailândia, Hungria e Croácia.  Publicou a partir destes trabalhos os livros “Pés Molhados”, “Ter 20 anos em Phom Penh” e “Refugiados”. Até agora ganhou um único prêmio, em 1986, o W. Eugene Smith, na categoria fotografia humanística.


Guarda-chuva protetor, Uludia, Bangladesh, 1992

Em um Centro Nutricional, criança birmanesa, com sintomas de desnutrição dorme protegida por um guarda-chuva. É uma criança da etnia rohingya, perseguida pela junta militar birmanesa.

** a fonte é o Caderno Refugiados (n.10) da Coleção Folha Grandes Fotógrafos.

       Grande parte do “fotojornalismo” atual (dos jornalões da mídia corporativa) não é FOTOJORNALISMO. Estão produzindo imagens para a venda de sucrilhos. Secos e Molhados. Ou com sentindo de criminalizar algum comportamento “desviante”. “Fotocampana” e “cascatas” aos quilos. Existe editor de fotografia recomendando que só se fotografe pessoas jovens e bonitas.
       JORNALISMO, FOTOJORNALISMO SÃO ATIVIDADES SUBVERSIVAS. Não podemos perder de vista, também, que John Vink estudou fotografia na Universidade de La Cambre, em Bruxelas. Os grandes FOTÓGRAFOS são pessoas cultas. Ainda somos do tempo que jornalistas eram intelectuais.
        Bons tempos.

GUARDA-CHUVA PROTETOR

Largo Glênio Peres, Porto Alegre, verão de 2007. Foto Wu.


Henri Cartier-Bresson


        Registramos no início da semana que a revista CartaCapital tinha aberto três páginas para comentar o lançamento do livro “Henri Cartier-Bresson – Fotógrafo”, da editora Cosac  Naify. Os jornais “Estadão” e “Folha de SP”, também, abriram espaço para destacar a importância do lançamento. Pois o Segundo Caderno, do jornal “O Globo”, de ontem, edição de 16.09.2009, página 10 abriu um bom espaço, ressaltando que esta é a primeira edição do livro  no país. Ilustra a página a mesma foto publicada pela CartaCapital (acima à direita), imagem de uma localidade no interior da Itália, de 1952. E logo abaixo um retrato do escritor Truman Capote, tirado no ano de 1947. Podemos ter nos passado, mas não lemos nada nos jornais gaúchos. Cabe ainda assinalar o enficiente trabalho de divulgação da editora Cosac Naif. O material distribuido foi parar as mãos de pessoas que conhecem a obra e a história de Cartier-Bresson. Ou que, no mínimo, souberam aproveitar bem o material de divulgação. É possível que o release não tenha chegado às redações da extremidade sul do país. Ou não estão antenados na leitura dos jornais e revistas de São Paulo e do Rio. O melhor texto foi o da CartaCapital.
        JORNALISTAS trabalham (permanentemente) com noções de comparação. Não podemos fazer nada.

   SÓ PARA REAVIVAR A MEMÓRIA COM MINO CARTA – LEIA