Em direção ao Acampamento Farroupilha

No sábado, transitando pela avenida Protário Alves, gaúchos pilchados seguiam em direção ao Acampamento.

Longa cavalgada pelas principais avenidas de Porto Alegre.

Fotografar o desfile da Semana Farroupilha é o óbvio. É a suprema valorização das “raízes gaúchas”. É o mesmo comportamento ”espetácular” quando militantes do MST são fotografados em uma barreira da Brigada. No primeiro caso (acampamento) é ”espetáculo” como showrnalismo. E no segundo caso é “espetáculo” como subjetividade que criminaliza.
Brevissíma
Em qualquer reunião política – de movimentos sociais ou partidos – é prática absolutamente normal realizar anotações. Começa pela organização do que vai ser discutido. Os ”diários do MST”, em reportagem especial, demostram que o movimento é organizado. O óbvio. Seria um contra-senso a não avaliação da morte de um militante. Seria um contra-senso realizar uma manifestação sem a organização e distribuição de tarefas entre militantes. Seria um contra-censo não especificar o que deveria ser dito à “imprensa isenta”. Ninguém é ingênuo. Luta de classe existe, sim. Trata-se de mais um “causo” criminalizador. Não é jornalismo. Dizer que o MST foi procurado para falar do “novo caderno” é piada. É ridículo. Explica a “notinha” da página 10, edição de domingo. Enquanto eles valorizam da fala da ministra Dilma “o discurso estatizante”, a revista CartaCapital chama, na capa, “A tragédia da privatização”. Pagamos uma das maiores tarifas do mundo pela energia elétrica que consumimos.
Estamos sob censura.






Vink nasceu na Bélgica. Estudou fotografia na Universidade de La Cambre, em Bruxelas. Começou como fotógrafo independente em 1971. Entrou para a Agência Vu, de Paris, em 1986. Um ano depois foi para a Magnum. Publicou em 2004 o livro “Povos das alturas” resultante de seu trabalho nas montanhas da Guatemala, Laos e Georgia. Andou pelos acapamentos de refugiados do México, Paquistão, Sudão, Turquia, Tailândia, Hungria e Croácia. Publicou a partir destes trabalhos os livros “Pés Molhados”, “Ter 20 anos em Phom Penh” e “Refugiados”. Até agora ganhou um único prêmio, em 1986, o W. Eugene Smith, na categoria fotografia humanística.

