AVE LEICA
L’ Aquila, região de Abruzzo, Itália
Henri Cartier-Bresson, 1951
Um registro de alta singularidade. As
pessoa parecem que foram dispostas
como figurantes. É uma panorâmica
das ruas da localidade de L’Aquila.
Não deixe de ler AVE LEICA.
“Das regras que se impõe Cartier-Bresson, a ausência de um corte posterior, reparador dos defeitos da fotografia original, é a mais importante. Se as outras regras, inclusive o uso constante de lente normal, asseguram o mais possível que a fotografia registrará o mundo como foi visto, é justo essa integridade de visão, mesmo que não vejamos através de um retângulo, que a ausência de corte posterior melhoria. Mas também alteraria. A alteração mais importante seria o deslocamento, ao cortar uma fotografia, do seu ponto de fuga principal. Numa fotografia de Cartier-Bresson, o ponto de fuga principal se encontra sempre no centro da fotografia, dado que elas não foram cortadas. Dessa propriedade, Cartier-Bresson faz pouquíssimas vezes uso estético. Mas ela não deixa, por isso, de estar presente como o centro perspectivo de cada composição.” (Trecho do texto “O instante radiante”, de Alberto Tassinari)
AVE LEICA

Foto de Alessandro Biachi/Reuters. Publicada pelo jornal “Estadão”, em 02.09.2009, capa do Segundo Caderno. Voltem ao artigo Ave leica e voltem a esta foto. Façam isso várias vezes. Deu para entender o absurdo?
Como diz o fotógrafo Elliot Erwitt, da Agência Magnum, em entrevista ao jornal ”Folha de SP” (07.09.2009/ ver postagem anterior), estes não são fotojornalistas, mas vendedores de sucrilhos e automóveis.
Agradeço a todos que estão me convidando para falar sobre o fotojornalismo atual e a inutilidade do diploma.




