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ESTRANHAS LUMINOSIDADES

  wu
Centro de PA, Largo Glênio Peres, primeiras
horas da manhã, em direção à rua Voluntários
da Pátria. Máquina Holga, filme 120mm, Iso 400,
abertura em infinito, negativo 6×6 “scaneado”,
sem manipulação digital.


Mesmo filme e no mesmo dia. Foto feita em
sentido contrário da anterior. De costas para
a Voluntários em direção aos prédios do Banco
do Brasil e da Prefeitura.


Parque da Redenção, proximidades do Auditório
Araújo Viana, com o mesmo filme. Luminosidade
próximo das 11horas da manhã.

“Desde o século XIX temos nos batido pela morte de Deus, do homem, da arte… Tudo não passa da progressiva decomposição de uma fé perceptiva fundada, desde a Idade Média a partir do animismo, sobre a unicidade da criação divinia, a absoluta intimidade entre o universo e o homem-Deus do cristianismo agostiniano, este mundo material que se amava e se completava em um Deus único. No Ocidente, a morte de Deus e a morte da arte são indissociáveis e o grau zero da representação faz nada mais do que cumprir a profecia feita há mil anos por Nicéfaro, patriarca de Constantinopla, durante a disputa iconoclasta: ‘Se suprimirmos a imagem, desaparece não somente o Cristo, mas o universo inteiro.”

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