PARA PERFURAR A TUA MENTE
Sim, perfurar tua mente com o estilete das palavras. Este deve ser o objetivo de todo JORNALISTA. No dia de hoje, andando pelas ruas, cada um de vocês deve escolher a imagem. FOTOJORNALISMO não é cenografia. Qualquer sociedade que você construir terá seus limites. E para além dos limites de qualquer sociedade os desregrados e heróicos vagabundos vagarão, com seus pensamentos selvagens e virgens – aqueles que não podem viver sem constantemente planejar novas e terríveis rebeliões! Quero estar entre eles!
Ajudando os mendigos, moradores de rua, catadores de lixo você estará impedindo a higenização da cidade. Será uma importante contribuição para desorganização do trabalho dos cartógrafos do Estado, sempre viscerais na repressão. Gaste, diariamente, algumas moedas com o povo das ruas. Estimule a ocupação das calçadas. Presentei um povo da rua com uma garrafa de pinga. Altere a geografia das calçadas. Na prática da DERIVA descubra e indique locais para o povo da rua ocupar. Cachaça é a caloria disponível e possível. A pedra é criação do sistema para eliminar os pobres. Não existe tragédia e muito menos flagelo. Existe um genocídio do excedente de miseráveis. Matéria prima que o showrnalismo transforma em espetáculo.
Pense soluções radicais e que nos leve a sucessivos levantes. E se movimente sempre na clandestinidade. Não tenha ilusões. Só sonhos. Utopias. E sempre que possível não perca a oportunidade de rir. É a melhor terapia para enfrentar tanta hipocrisia.
Fotografar uma concentração de mendigos que ocupam com regularidade um mesmo espaço é facilitar a vida dos cartógrafos do sistema repressivo. É contribuir – também – para a prática já introjetada pelos showrnalistas. Estes “escrivinham” e “showtografam” cobrando, dos colegas, cartógrafos, um monitoramento mais eficiente. E do Estado a implantação das políticas higenizadoras. Ajudam o sistema a monitorar os “distúrbios”. Showrnalista diplomados, da mídia corporativa, são agentes do aparelho ideológico repressivo. São eficientes cartógrafos do sistema.
Precisamos ter mais atenção. Toda vez que mostramos um espaço de liberdade a repressão baixa para destruir. Muitas vezes ao apontarmos as “misérias”, do sistema, estamos ajudando a higenização. A política que eles (agentes do aparelho de Estado) denominam de recuperação dos espaços públicos. Devemos manter – até mesmo - os miseráveis em movimento. Pela construção de centenas de colunas guerrilheiras circulando pelas calçadas. Ou de kamikazes. Kami significando “deus” e kaze significando vento. Deriva permanente. É uma tarefa urgente ensinarmos que o nomadismo é uma forma de levante. A idéia é resgatar o sentido de bando. Showrnalistas são burocratas e cartógrafos do sistema.
JORNALISMO é subversão.
Que o estilete-palavras
de hoje
perfure tua mente
e que a
ausência de imagens
fique como um desafio
ande pela cidade com
um olhos abertos e atentos
escolha a imagem-estilete
SEM TERRA ENCERRAM JEJUM E
CONSEGUEM REVERTER DESPEJO
(Da Agência Chasque de Notícias)
Trabalhadores Sem Terra encerraram nesta terça-feira (12/5) o jejum realizado há uma semana em Porto Alegre e em Canoas (RS). O protesto visava pressionar o Ministério Público Federal (MPF) para que revertesse a decisão de despejar as 208 famílias que vivem no acampamento Jair Antônio da Costa, em Nova Santa Rita, na região metropolitana. Os Sem Terra decidiram terminar o protesto depois da audiência de conciliação realizada na tarde de terça na Justiça Federal de Canoas. Ficou acordado que as famílias do acampamento poderão permanecer na área cedida pelo assentamento até o final do ano, prazo dado para que sejam assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Também foi decidido que as 50 famílias acampadas na fazenda Granja Nenê se mudem para o acampamento Jair, onde ficarão até também serem assentadas. Para a acampada e integrante do MST, Luciana da Rosa, o acordo foi uma vitória das famílias Sem Terra. “A vitória foi fruto da disposição das famílias em lutarem por esse espaço aqui que é um território de assentamento, é um território nosso. Não tem porque sermos despejados dessa forma. Ao mesmo tempo que ganhamos por ficar aqui e pelo assentamento das famílias”, argumenta. O MST realizou outros quatro jejuns no interior do Estado para pressionar o Ministério Público. Nesta terça-feira, os Sem Terra bloquearam estradas federais em quatro cidades gaúchas a fim de reverter o despejo.O Ministério Público Federal alegava que o acampamento Jair Antônio da Costa ocupava uma área de preservação ambiental do assentamento, o que é ilegal e por isso deveria deixar a área. No entanto, as famílias acampadas questionaram a decisão e prometiam resistir ao despejo.





Igor Symanski — 14/05/2009 @ 20:52
O capitalismo tem em sua essência o imediatismo. Imediatismo que destrói todos os modos de vida natural/simples (10000000) em prol de meia duzia de vidas luxuosas e artificiais. Precisamos ser tão imediatistas quanto ele.
Viva os levantes e as TAZ!