NA ERA DA INTERNET
PONTODEVISTA - Como influi em nós a televisão?
McLHUAN – Recentemente realizou-se uma experiência na República Federal da Alemanha e na Grã-Bretanha na qual se pagava determinada importância aos que estivessem dispostos a não ver televisão durante um ano. Apenas pouquíssimas pessoas resistiram cinco meses e ninguém chegou ao ano inteiro. Todos os que tentaram acusaram os mesmos efeitos produzidos quando se retira as drogas ou o álcool e sofreram notáveis depressões nervosas.
PONTODEVISTA - No entanto há pessoas que praticamente nunca vêem televisão.
McLUHAN – Sim, talvez não vejam em casa, mas vêem-na acidentalmente em lugares públicos ou estão em contato com pessoas que a vêem, o que é quase o mesmo. Não é necessário ter automóvel para fazer parte de uma sociedade motorizada, nem é preciso saber ler e escrever para se viver num mundo alfabetizado. Estamos vivendo na era da televisão.
A IMAGEM
The Good Mother. Litografia – século XIX
PRIMEIRO DE MAIO
VAGABUNDOS E VÂNDALOS DO MUNDO, UNI-VOS!
(destruir exige uma grande capacidade de criação.
VANDALIZE, 0 sistema)
@@@@@@@ A manchete de hoje de Zerolândia é “Integrantes do MST são flagrados ao negociar terras da reforma agrária”. Nenhuma informação nova. O exemplo mais cristalino do showrnalismo “investigativo”. Na visita ao curso de comunicologia, da Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS), o PRBS estará apresentando, na próxima semana, suas melhores reportagens. Tudo como parte das comemorações de 45 anos da firma. Nenhuma linha sobre situação dos acampados de Nova Santa Rita. Não temos mais saco para ficar comentando tanta empulhação.
Jornalismo se faz nas ruas e estradas. De cara limpa. Olhando de frente os entrevistados e se apresentando na real. ”Sem saber que está sendo gravado” permite, quando muito, descobrir que “a prática não é novidade para as autoridades”. Não descobre porra nenhuma. A prática errônea de um assentado é amplificada para atingir o todo, o MST. Assim, possibilita a manchete criminalizadora. Quais as razões para ocorrência destes casos? Recebido o lote, os assentados recebem que tipo de orientação, educação, incentivos e assistência técnica?
Também é preciso dizer uma obviedade. Nem todo assentado é um militante do MST. Militantes do Movimento não seriam ingênuos de não perceberem um “repórter”, possivelmente acompanhado por um segurança, fazendo sotaque de colono, circulando por vários acampamentos e fazendo um monte de perguntas. Assentados, vinculados ao Movimento, estão comprometidos com uma idéia de construção do futuro. Outra obviedade seria afirmarmos que em todos os agrupamentos sociais existem os mais variados comportamentos. Sugerir a generalização, insinuar que determinado comportamento é a norma, significa criminalizar.
APARELHO DO ESTADO
CONTINUA POLICIALESCO
O cara, apontado por manifestantes como sendo agente da P2, o chamado serviço secreto da Brigada Militar, usou indevidamente o nome da Carta Maior ao infiltrar-se, hoje (30), no ato dos servidores públicos contra o governo Yeda Crusius (PSDB), em Porto Alegre, e fazer fotos dos manifestantes. Não é a primeira vez. Em todas as manifestações dos movimentos sociais é grande a infestação de agentes. O aparelho de Estado “democrático” é policial e policialesco. Parabéns a quem sacou e fez a foto. Isto é notícia. Isto é fotojornalismo. A imagem foi capturada no Celeuma – jornalismo subverso. O Sindicato dos Jornalistas precisa dizer alguma coisa sobre este tipo de prática de tantos “fotógrafos”. Esta é a pauta. Uma grande matéria sobre a atuação destes agentes públicos. Estão arquivando este material fotográfico com que objetivo? Quantos agentes estavam infiltrados nessa manifestação? Quanto o contribuinte paga por esta ”vigilância”? A sociedade autorizou esta prática? Cidadãos que participam de uma manifestação são “fichados”? Estão tentando encontrar militantes das FARC infriltados nos movimentos sociais em nosso país? Uma manifestante, seguindo a moda atual do uso de lenço palestino, terá sua foto entregue no serviço secreto de Israel como provável militante do Hamas? A Carta Maior tem que dizer alguma coisa. Algum parlamentar com ”discurso de esquerda” precisa questionar este tipo de atividade. Segundo algumas informações, os agentes estão fotografando, inclusive, jornalistas que estão trabalhando.
Todos os serviços de segurança estão conectados. Como diria o camarada Bisol, o aparelho policial é um “estado” dentro do Estado. Fantasmas com poder real. O agente tem ou não diploma de showrnalista? Cadê o diploma do carinha?





gabriel — 3/05/2009 @ 19:29
Olás!
Não fosse vir aqui no blogue não teria conhecimento acerca dos “agentes”, pode-se afirmar, do estado.
“cade o diploma do carinha?”, perfeito!
vou a carta ver se há alguma colocação sobre.
um abraço!
*ps. errei a resposta, péssimo aluno que fui da matemática, e meu comentário sumiu!