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a mulher calada

Esta é dica de leitura. Ao sair da Caverna, ontem, para colocar em dia várias coisas pessoais acabei passando na Palavraria, ali na Vasco, no bairro Bom Fim.  Ainda consigo, é lógico, operar tudo com maior no bairro onde morei por 20 anos. O livro é “A mulher calada”, de Janet Malcolm, da coleção jornalismo literário da Companhia das Letras. Não li nada. Estou levando para as salas de aulas.
Não é pouca coisa.  Confesso que nunca tinha lido nada a respeito dela. Pelo menos pelo que eu lembre.
Desconfio de que será uma grande leitura. Já está na mesa de cabeceira onde, evidentemente, têm vários outras leituras em andamento.

a cigarra

Este é o número um da revista “A Cigarra”, “o mensário de maior  circulação no Brasil”. Estamos em 1955.
O compositor Ary Barroso em matéria de David Nasser.  O nome desse jornalista que, em 1964, levou uns “petelecos” do Brizola no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro,  era a expressão máxima do jornalismo, abertamente de direita.
Existem muitas histórias da associação de David Nasser com um ou dois fotógrafos na produção de “cascatas”. Foi quando pela primeira vez, ainda não sendo jornalista, escutei a expressão, assim como a de “jornalismo marrom”.

Fotojornalismo era com a Life

Vitnam, 1966. Imagem da revista Life, edição dedicada à fotografia. É de 1986.
Elizabeth Taylor, da mesma edição da Life.
Marilyn Monroe em foto de 1949. Reprodução da revista Life de 1986.
 Tina Turner e Mick  Jagger. Também da mesma edição da Life.

o homem não é uma máquina da razão

Este exemplar é o número um da revista cujo editor-chefe era Marcos Faerman, sendo o diretor-responsável Adálio Dantas. Dezembro de 1978.
Este exemplar é de março de 1979.  A revista começa por uma páginas de HISTÓRIAS , assinada pelo Marcão. Destacamos: “os nossos Júlio Verne, onde estão? Serão os desenhistas da ficção científica de hoje? Serão os rapazes da Metal Hurlant francesa? Então, a nova Utopia não terá o homem como um ser criador Estamos tão longe de Júlio Verne. O homem não é uma máquina da razão, num mundo de mitos que  vão sendo entendidos. O homem na Metal Hurlant, é um mito entre os mitos. A Terra é um deserto e a última mulher do planeta era estéril”. O Macão adora escreve estas notas com algum tipo de “sacada”. Era super antenado nas publicações estrangerias.
Fevereiro de 1979. Entre outros textos temos os de  Hélio Fernandes, Marcos Faerman, Abdias Nascimento, João Ubaldo Ribeiro, Hamilton Chaves, Juarez Fonseca (RS),  Cláudio Willer e Fernando de Moraes.
Nota-se um extremo bom gosto gráfico. Esta era uma das características das publicações editadas pelo Marcão (Marcos Faerman)