Edição n.41

 
A barra de rolagem é na horizontal. Edição número n.41 de janeiro de 2006

Palhão
cultural não
chapa
   

Esquadrilha
da fumaça

   
A Comissão Le Dain
" Em maio de 1969, o governo canadense designou uma comissão para investigar o uso não médico de drogas. Ela ficou conhecida em geral como a Comissão Le Dain, do nome de seu presidente, Geraíd Le Dain, reitor da Osgoode Hall Law School na Universidade York. em Toronto. Em seu relatório provisório de 320 páginas, divulgado em abril de 1970, a comissão justificou a necessidade da legalização da simples posse de cannabis (e de outros psicotrópicos) com base no custo da proibição. A aplicação das leis relativas às drogas, tem um custo excessivo em termos individuais e sociais, inclusive 'a destruição de vidas jovens e o crescente desrespeito à lei'. A comissão sugeriu que a lei em vigor contra a simples posse de cannabis era provavelmente inaplicável. A Comissão é da opinião de que ninguém deveria estar sujeito a prisão por simples posse de uma droga psicotrópica para finalidades não médicas ... O caráter ilícito da cannabis estimula a exploração por elementos criminosos e outros abusos, como adulteração; põe também os usuários de cannabis em contato com esses elementos criminosos e com outras drogas, como a heroína, que de outro modo eles não teriam sido induzidos a considerar ... Por todas estas razões, diz-se, a cannabis deveria ser tornada disponível sob condições de qualidade e acessibilidade controladas pelo governo". (do "Grande livro da Cannabis", de Rowan Robinson, Jorge Zahar Editor, pág.111)

MICROEDITORIAL
CONSTRUIR UMA OUTRA HISTÓRIA
Esta é uma edição síntese do ano 2005. Ao longo deste período, religiosamente, nos dias 20 de cada mês, disponibilizamos uma edição nova, construída a partir de nossa visão dos fatos que consideramos mais importantes, bem como tendo por base nossas leituras. Não fazemos jornalismo "isento". Respeitamos, rigorosamente, a idéia de absoluta fidelidade às verdades factuais. Foram doze edições produzidas artesanalmente, a partir de um desenho anárquico e de um domínio primário das ferramentas técnicas. Avançamos com a colocação de som em algumas páginas. E, hoje, treinamos para colocar, em breve, registros em vídeos. Claro, uma outra área aberta para a intervenção dos movimentos sociais, além de registros de nosso cotidiano. Tudo dentro da idéia de quebrar o atual monopólio da mídia coorporativa, detentora das imagens e que faz deste material uma importante matéria-prima para os processos de manipulação. As imagens da pancararia no Estádio do Beira Rio, por exemplo, não estarão disponíveis aos pesquisadores que venham a trabalhar para os movimentos sociais, assim como dezenas de outros registros. Existe uma outra história a ser construída. E este suporte, a Internet, possibilita contrapormos, no futuro, o nosso "olhar" ao da mídia dos patrões. Na Argentina, os movimentos sociais trabalham com a idéia de um permanente registro de suas próprias ações. Trata-se da produção dos Coletivos de Vídeos. Pontodevista abrirá o ano de 2006 produzindo nessa área, fechando o ciclo de utilização integral das características deste suporte, a conjugação de textos, fotos, som e imagens em movimento. Sempre perseguindo a anarquia. Não esqueçam, o próximo alvo da direita é o MST. Aliás, sempre foi. (wu)
SESSÕES FIXAS
Foto Jan Saudex