Edição n.40

 
A barra de rolagem é na horizontal. Edição número n.40 de dezembro de 2005

Palhão
cultural não
chapa
   
Coluna de
pura piração
   
ARAUTOS DO LEGALIZE
"Páginas atrás, contei do clube parisiense que, em meados do século XIX, reunia personalidades em torno do haxixe. É que os domínios conexos da ciência e da arte costumam ser povoados por gente que se afasta da realidade para colocá-la em perspectiva. Freud, Artaud e muitos outros gênios usaram drogas a um só tempo como experimento e meio de ultrapassagem do senso-comum. No campo da música, em especial, há muito a canabis estimula a produção. Ao propiciar distanciamento, ela coloca o compositor e o intérprete frente ao inusitado, cujo abraço pode levar à descoberta de um estilo particular ou mesmo de um gênero. O jazz, o rock, o samba e outros ritmos se deixaram levar pela maria, que emprestou seu nome a canções cujas letras mereceu. Logo cedo, os proibiacionistas perceberam a força da associação entre a erva e a arte mais popular do mundo. Uma das formas de combatê-la foi perseguir músicos conhecidos pela canabice. Em 1929, por exemplo, Louis Armstrong gavou 'Muggeles' que quer dizer marijuana; um ano depois, dançou na cidade de Los Angeles e, para sair da cadeia, prometeu passar um tempo sem pisar na Califórnia (...) Entre os baratos consumidos pelos beats, a maria foi a mais associada à própria criação. Comprova isso o conselho de Jack Kerouac; de que fizesse alguns baseados, sentasse em frente á máquina (...) (do livro O Fino da Erva - pág.89)

MICROEDITORIAL
A urgência de um jornalismo romântico
SESSÕES FIXAS