Índice geral da edição n.38

1. LULA LÁ E NÓIS AQUI
2. Das leituras de Borges

3. Sangue ruim, de Coleman
4. No reino encantado
5. Morre fundador do PT

6. A Internet e o lixo
7. Seja um imbecil
8. Continue um imbecil
9. Os intelectuais e a crise
10. Jornalistas e patrões
11. ZMentira só mente
12. Ranking carcerário
13. Sutilezas do showrnalismo

14. 125 executados
15. Artaud, a revolta terrível
16. Propaganda da doença
17. MV Bill explosivo
18. Showrnal: ofensiva de RP
19. O Plim-Plim na fraude
20. Empulhação a pedido
21. Bastidores de um Palácio
22. Extradição de sindicalista
23. Deriva, andar sem rumo
24. Uma história do PCC
25. Genocídio de Ruanda
26. Cabeça de porco
27."Os idiotas da objetividade"
28. Um romance inprescindível
29. Lenin em Canudos
30. Araguaia, nossa guerrilha


A barra de rolagem é na horizontal. Edição número n.38 de outubro de 2005
MICROEDITORAL
Não abandonem o companheiro Delúbio
O companheiro Delúbio não pode ser abandonado. Ele cumpria uma tarefa. Expropriava os aparelhos de Estado para manter o Partido que "tinha o poder" ( tinha?) e a exclusividade das posições éticas de "esquerda". De esquerda? Agora, o companheiro Delúbio cumpre uma outra tarefa, complicadíssima. Como ele mesmo chegou a afirmar publicamente, em um de seus depoimentos, não irá delatar ninguém. Só confirmar aquilo que já tenha sido desvendado. Fiel a algum tipo de "centralismo democrático", o companheiro não poderia, em princípio, ser abandonado com um cão sarnento. Embora práticas stalinistas permitam um pouco de tudo. É preciso que se estabeleça algum tipo de entendimento (um pacto) sobre a complexidade e os riscos da tarefa que ele cumpria. Este "acordão" tem que envolver todas as partes. Tanto a direita do Partido, em todos os seus matizes como a esquerda, também em suas mil e uma frações, deverão acordar um discurso que, antes de mais nada, deixe claro de que lado o PT quer ficar, daqui para frente. Se de esquerda, o caminho é abrir o jogo e reconhecer que houve conivência com procedimentos condenados pela sociedade, além de um profundo e grave isolamento dos movimentos sociais. Bateu a mosca azul do poder? Se de direita, os caminhos poderão ser também vários, mas todos eles marcados pela hipocrisia. Insistimos, se tem alguém que não pode ser isolado é o companheiro Delúbio que, não por acaso, chegou à posição de direção nacional. Não se trata de discutirmos, pelo menos nesse momento, os modestos salários dos dirigentes nacionais do PT. Estamos falando de 12 mil reais por mês. Salário proletário. Delúbio expropriava para o partido. Não tinha como funcionar o discurso ético-igrejeiro com práticas stalinistas. Não deixem de consultar o calendário lunar Pilomax. O Valério não consultou. O calendário indica voto nulo nas próximas eleições. (wu)
Palhão
cultural não
chapa
Uma coluna mais
do que baseada
A evolução dos fumódromos
"Canabis é como sexo: exige cenário, companhia, clima. Para satisfazer tais exigências, os povos destinam lugares especiais ao consumo. É o caso, por exemplo, dos mezaninos de certos bares no Marrocos, onde os freqüentadores se entregam ao kif e outras haxixices. No Ocidente, os americanos abriram smoking parlors, cujo conceito foi aprimorado pelos holandeses: na maioria dos coffe-shops, atende-se com simpatia e propagam-se informações honestas sobre boas e baques das diferentes drogas. Esse esforço de esclarecimento tem grande eficácia, na medida em que a mensagem parte de quem vive os mesmos questionamentos. Portando, reduz o número de vítimas do execesso de sensibilidade ou da precisão de se eternizar como símbolo radical. Também ajuda a resgatar os azarados que tomaram bondes errados, como crack e heróina. Os franceses pretentem dar o passo seguinte no assunto e, para tanto, conceberam o canabistrô. O local preservará a boa convivência, a qualidade dos produtos e a difusão de dados. Mas apresentará uma novidade possibilitada pela regulamentação do comércio: a etiquetagem das mercadorias. De cada trouxa ou baseado, o usuário conhecerá a proveniência, peso, preço, teor de THC (...)" (livro "O Fino da Erva", de Dau Bastos, Ed. Garamond, pág.73)

SESSÕES FIXAS

 
 
 
 
 

     
   


"Não sou daqueles que têm uma carreira, mas dos que têm uma vida" (Artaud)