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A
barra de rolagem é na horizontal. Edição número
n.38 de outubro de 2005 |
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| Não
abandonem o companheiro Delúbio |
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O companheiro Delúbio não pode ser abandonado. Ele
cumpria uma tarefa. Expropriava os aparelhos de Estado para manter
o Partido que "tinha o poder" ( tinha?) e a exclusividade
das posições éticas de "esquerda".
De esquerda? Agora, o companheiro Delúbio cumpre uma outra
tarefa, complicadíssima. Como ele mesmo chegou a afirmar
publicamente, em um de seus depoimentos, não irá delatar
ninguém. Só confirmar aquilo que já tenha sido
desvendado. Fiel a algum tipo de "centralismo democrático",
o companheiro não poderia, em princípio, ser abandonado
com um cão sarnento. Embora práticas stalinistas permitam
um pouco de tudo. É preciso que se estabeleça algum
tipo de entendimento (um pacto) sobre a complexidade e os riscos
da tarefa que ele cumpria. Este "acordão" tem que
envolver todas as partes. Tanto a direita do Partido, em todos os
seus matizes como a esquerda, também em suas mil e uma frações,
deverão acordar um discurso que, antes de mais nada, deixe
claro de que lado o PT quer ficar, daqui para frente. Se de esquerda,
o caminho é abrir o jogo e reconhecer que houve conivência
com procedimentos condenados pela sociedade, além de um profundo
e grave isolamento dos movimentos sociais. Bateu a mosca azul do
poder? Se de direita, os caminhos poderão ser também
vários, mas todos eles marcados pela hipocrisia. Insistimos,
se tem alguém que não pode ser isolado é o
companheiro Delúbio que, não por acaso, chegou à
posição de direção nacional. Não
se trata de discutirmos, pelo menos nesse momento, os modestos salários
dos dirigentes nacionais do PT. Estamos falando de 12 mil reais
por mês. Salário proletário. Delúbio
expropriava para o partido. Não tinha como funcionar o discurso
ético-igrejeiro com práticas stalinistas. Não
deixem de consultar o calendário lunar Pilomax. O Valério
não consultou. O calendário indica voto nulo nas próximas
eleições. (wu) |
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Palhão
cultural não
chapa |
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| Uma
coluna mais
do que baseada
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A
evolução dos fumódromos |
| "Canabis
é como sexo: exige cenário, companhia, clima. Para
satisfazer tais exigências, os povos destinam lugares especiais
ao consumo. É o caso, por exemplo, dos mezaninos de certos
bares no Marrocos, onde os freqüentadores se entregam ao kif
e outras haxixices. No Ocidente, os americanos abriram smoking parlors,
cujo conceito foi aprimorado pelos holandeses: na maioria dos coffe-shops,
atende-se com simpatia e propagam-se informações honestas
sobre boas e baques das diferentes drogas. Esse esforço de
esclarecimento tem grande eficácia, na medida em que a mensagem
parte de quem vive os mesmos questionamentos. Portando, reduz o
número de vítimas do execesso de sensibilidade ou
da precisão de se eternizar como símbolo radical.
Também ajuda a resgatar os azarados que tomaram bondes errados,
como crack e heróina. Os franceses pretentem dar o passo
seguinte no assunto e, para tanto, conceberam o canabistrô.
O local preservará a boa convivência, a qualidade dos
produtos e a difusão de dados. Mas apresentará uma
novidade possibilitada pela regulamentação do comércio:
a etiquetagem das mercadorias. De cada trouxa ou baseado, o usuário
conhecerá a proveniência, peso, preço, teor
de THC (...)" (livro "O Fino da Erva", de Dau Bastos,
Ed. Garamond, pág.73) |
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