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de 1900, já se contavam quase quatrocentos textos sobre a
canabis. Em nosso século esta cifra chegou a duplicar e ultrapassou
os quatro mil. Significativamente, metade dos títulos foi
impressa após a descoberta do THC, na década de sessenta,
quando de fato se iniciou a pesquisa sobre a maria. O tempo decorrido
desde então é muito curto para haver certeza sobre
as conseqüências físicas, psicológicas
e sociais do uso. Basta pensar que foi necessário um prazo
de três vezes maior para se atingirem resultados seguros quanto
aos malifícios do tabaguismo - que, no entanto, nunca se
cercou da nebulosa político-ideológica que recobre
a maconhice. Até hoje alguns estudiosos continuam asfixiados
por tal camisa-de-força e defedem meras conjuturas com afirmações
categóricas. Outros projetam sobre gente resultados de experimentos
com bichos, quando, em relação a qualquer coisa que
se absorva, as diferentes espécies reagem de maneira particular,
Sabe-se, por exemplo, que o THC acelara nossos batimentos cardíacos,
mas os retarda na maioria dos animais". |