| "Terence
McKenna atribui a plantas psicotrópicas como a cannabis muitas
das qualidades que espitualistas mais convencionais atribuem a Deus.
McKenna, um cultivador de plantas xamanisticas e grande arauto da
experiência psicodélica, teoriza que as plantas alucinógenas
são o veículo de uma maciça transmissão
de informação do reino vegetal para a espécie
humana. Ele escreve: 'A totalidade das funções que
associamos à natureza humana, entre as quais a lembrança,
a imaginação projetiva, a linguagem, a denominação,
a fala mágica, a dança e o senso de religio,
talvez tenha emergido da interação com plantas alucinógenas.'
Por mais intrigante que sua visão possa ser, não é
preciso comprar as idéias de McKenna em bloco para retraçar
uma parceria entre seres humanos e cânhamo que remonta já
dez mil anos, quando o caçador-coletor do Velho Mundo fez
a transição para a agricultura. Os estudiosos geralmente
citam o cânhamo como um dos primeiros produtos agrícolas,
mas o divulgador científico Carl Sagan sugere que seu uso
para alterar a consciência pode ser ainda mais antigo. Em
'Dragões do Eden', Sagan observa que, segundo um amigo que
visitou a tribo, os pigmeus, que são caçadores-coletores,
se embriagam com maconha... |