| Careta:
velha designação de pessoa que não consumia
erva e, frequentemente, condenava o baforo. O crescimento do número
de maconheiros esvaziou o nome, que caiu praticamente em desuso.
Atualmente, é raríssimo se encontrar alguém
que mereça o epíteto.
Charo: cigarro de erva ou haxixe.
Chocolate: um dos nomes do haxixe na
Espanha.
Coffee-shop: bar holandês no
qual se pode conhecer, comprar e consumir canabis. Outrora tinha
permissão para vender até trinta gramas do produto,
mas pressões internacionais reduziram esse peso a um sexto.
De toda forma, manteve a qualidade e o preço das mercadorias,
além da boa atmosfera.
Coisa: nome dissimulado da maria e
presente no hino Segura a coisa que chego já, de um incendiário
bloco carnavalesco olindense.
Dar dois: baforar, fumar, consumir
maconha aos tapas.
Doidão: viajante de droga. É
também a pessoa conhecida por consumir com frequência
ou em grande quantidade. No sentido depreciativo, aproxima-se de
junkie. Mas pode indicar também um simples usuário,
para contrapô-lo aos caretas.
Droga: substância capaz de mexer
com o corpo ou o psiquismo. Quando detém qualidades curativas,
pode ser chamada de medicamento; se mata, é veneno. Os dicionários
só não apresentam correspondente para produto com
fins recreativos ou de exploração interior. Mas os
consumidores enchem a língua de sinônimos, entre invencionices
gaiatas e gírias precisas.
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