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A tendência para o uso da maconha em sociedade é também
observada no Brasil. Transcrevemos de Iglesias os seguintes trechos
por demais curiosos e ilustrativos a respeito do assunto. Aludindo
a um denominado Clube dos Diambistas, conta: 'os fumantes reúnem-se,
de preferência, na casa do mais velho, ou do que, por qualquer
circunstância, exerce influência sobre eles, formando
uma espécie de clube, onde geralmente aos sábados
celebram suas sessões. Colocam-se em torno da mesa e começam
a sugar baforadas de fumaça da diamba. Fomos assistir a uma
sessão num clube de diambistas, no vale do Mearim, próximo
a Pedreiras, no Estado do Maranhão. Os fumadores estão
em volta de uma mesa, outros deitados em suas redes. Às primeiras
fumaçadas os olhos se injetam de sangue: os primeiros sintomas
de pertubação mental se manifestam. Alguns ditos chistosos,
umas gargalhadas, indicam que o pessoal começa a embriagar-se,
e versos toscos e desconcertados saem por entre as baforadas de
diamba: O diamba, sarabamba!/ Quando eu fumo a diamba/ Eu fico com
a cabeça tonta/ E as pernas zamba".
(do livro "O barato da história", de Elizabeta
Remini, ed. Escrita) |