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O haxixe era conhecido em todas as terras árabes, mas para
uma seita religiosa, o sufismo, ele se tornou parte da própria
religião, mais ou menos como o bangue e a ganja entre os
hindus. Os sufis - assim chamados porque vestiam lã (suf)
como penitência - divergiam dos demais mulçumanos em
sua crença de que a iluminação espiritual não
podia se ensinada ou recolhida através de percepção
racional, mas somente em estados alterados de consciência.
O uso do haxixe era um dos métodos para se atingir esse estado
de transe. Por causa do haxixe, de sua conduta ascética,
e porque provinham sobretudo das classe inferiores, os sufis eram
repudiados pelos outros árabes. Ainda assim, eles fortaleciam
o vículo entre o haxixe e a espiritualidades árabe,
um vínculo que perdura até nossos dias (...) em 1253
as ruas do Cairo estavam cheias de sufis e, conseqüentemente,
de haxixe. O cânhamo crescia por todo o Cafour, um jardim
no centro da cidade. As autoridades concluíram que a situação
estava fora de controle, e todas as plantas de cânhamo foram
destruída numa imensa fogueira visível a milhas de
distância (...) Muitos povos do norte da África fumam
Kif, que transportam num mottoni (bolsa) com duas ou quatro divisões.
Cada compartimento contém kif de uma potência diferente,
que é oferecido aos convidados segundo o grau de respeito
ou de amizade (...) (Págs. 70/71 do
"Grande Livro da Cannabis, de Rowan Robinson) |