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Napoleão e a maconha
"A maconha só penetrou na cultura européia por volta de 1800, provavelmente trazida pelas tropas de Napoleão, depois da campanha no Egito. Mais tarde, em 1840, o poeta Charles Baudelaire e o escritor Alexandre Dumas, entre outros, fundaram o Club des Hachichins, no hotel Primodon, em Paris. Em 1879, o Egito torna-se o primeiro país a proibir a Cannabis. Um comunicado da época informa que 'nunca poderá existir um Estado racional sem que o haxixe seja controlado. Seus fumantes só sabem sonhar'. Nos países orientais, onde o uso da Cannabis é tradicional, a proibição é imposta por uma minoria da classe dominante, como forma de dominação. As elites destes países aceitam a ideologia ocidental e preferem difundir o uso do álcool — diz o psiquiatra Thomas Sasz em seu livro A Fabricação da Loucura (Zahar, 1978). No início da década de 30, a maconha começou a ser combatida também nos Estados Unidos, numa campanha financiada pela Igreja Protestante e pelos mórmons. Lester Grinspoon, da revista Scientific American, explica que 'na verdade, o que houve foi uma reação da população branca americana que considerava a maconha 'uma droga que não era de brancos, uma vez que ela só era fumada por negros, porto-riquenhos e índios." (texto de Eduardo Bueno, Coojornal, n.60, dezembro de 1980)
     
       



     

 
 
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