“O grego Heródoto (484-425ma.C.), referindo-se aos citas do norte do Mar Negro, nos legou em sua história o mais vívido e explícito relato que existe sobre os efeito pscoativos da maconha na antiguidade. Segundo este relato, como parte e um ritual de purificação após enterrarem os mortos, os citas entravam em uma tenda no centro da qual colocavam um caldeirão de bronze contendo pedras aquecidas…

‘Os citas então jogavam as sementes de maconha nas pedras em brasas: as sementes queimam como incenso e produzem um vapor tão denso que nenhuma sauna grega poderia superar. Ao se deliciarem com esse vapores, os citas uivavam como lobos’. ESSES VAPORES. Apesar da credibilidade de Heródoto, por muito tempo esse relato provocou ceticismo nos historiadores modernos. Até que, em 1929, 2500 anos depois de Heródoto, um fato extraordinário acnteceu na Sibéria central: durante suas escavações no vale de Pazyrk, o arqueólogo e antropólogo russo Sergei Rudenko encontrou uma grande tumba onde havia o corpo embalsamado de um homem e duas pequenas tendas. Sob cada uma delas havia um vaso de bronze contendo pedras e restos carbonizados de CANNABI.”
a maria é cultura
” a descoberta dos endocanabinóides, ou seja, moléculas análogas aos princípios ativos da maconha, mas produzidas pelo próprio cérebro, e a grande novidade por trás desta guinada científica.” A dica de leitura é “Maconha, cérebro e saúde”, de Renato Malcher~Lopes e Sidatra Rideiro, Coleção Ciência de Bolso, da editora Vieira&Lent)
Uma coluna Colomy com o desenho antigo das páginas da Revista eletrônica Pontodevista, do período anterior ao processo de censura a que estamos submetidos. AQUIAQUIAQUI.
“… essa sabedoria ensina que o diabo recorre aos chamados ‘sete pecados capitais’ para seduzir e aniquilar nossas almas. É evidente que a Igreja, em sua propaganda antidiabólica, recorrer a monenclaturas um tanto tendenciosas ao denominar esses pecados. Chama -os de ‘soberba’, ‘avareza’, ‘luxúria’, ‘inveja’, ‘gula’, ‘ira’, e ‘tristeza ou preguiça’. No fundo são, no entanto, inócuos esses termos arcaicos, e facilmente substituíveis por termos neutros e modernos. (do livro “A história do Diabo”, de Vilém Flusser)

É o que proponho. SOBERBA é consciência de si mesmo. AVAREZA é economia. LUXÚRIA é instinto (ou afirmação da vida). GULA é melhora do standard de vida. INVEJA é luta pela justiça social e liberdade política. IRA recusa a aceitar as limitações impostas à vontade humana, portanto, é dignidade. TRISTEZA ou PREGUIÇA é o estágio alcançado pela meditação calma da filosofia. São estes, portanto, os métodos, pelo que nos ensina a Igreja, aos quais o diabo recorre em sua tentativa de eliminar a influência divina. Este livro seguirá, obediente, a classificação dos pecados. Manterá até seus nomes tradicionais, movido pelo respeito por sua idade, Mas, dada a sua disposição inicial de evitar preconceitos, não considerará esses nomes como pejorativos. Tentará, portanto, este livro dar uma descrição da evolução das armas e dos instrumentos diabólicos nos sete campos dos sete pecados.” Outra leitura fundamental e “Ateísmo e revolta”, aqui. Um clássico da filosofia. Escrito pelo padre Jean Meslier, segundo alguns o verdadeiro precursor do materialismo. Dizem até que o velho Marx teria lido o cara.
Deixei de lado, hoje, a sequência de postagens diabólicas. Ontem, bem cedo, fui para uma Deriva estradeira, de moto. E à tarde aconteceu uma Deriva fotográfica sob os vapores do álcool e não em dose excessiva. Andei pelo centro da cidade (PO) buscando luminosidades. Pura vagabundagem. Absoluta irresponsabilidade. Uma dia de intensidades. Um dia inteiro caminhando sem rumo, sem qualquer propósito. Depois de tudo, música. Um Bob Marley para baixar a frequência.



Passe o rato.
“Uma derrota definitiva do diabo (por inconcebível que seja) seria uma catástrofe cósmica irremediável. O mundo se dissolveria. Mas a nossa tradição nos ensina que o mundo foi criado por Deus. Começamos a perceber os motivos positivos do diabo. E os motivos divinos continuam obscuros. Já agora intuímos, o fato de que o diabo é-nos muito mais próximo que o Senhor, e que seguir o diabo é muito mais cômodo e simples do que perseguir os obscuros caminhos divinos.” (do livro “A história do diabo”, de Vilém Flusser, da ediora Annablume)
estamos com ele, um subversivo de tempo integral
ABAIXO A INTELIGÊNCIA, AQUI. Do livro “Tratado de ateologia”, de Michel Onfray. Páginas com o desenho original da antiga revista eletrônica Pontodevista.
“Definiremos portanto a Terra como o propósito da máquina celeste. O diabo criou os céus, para criar a terra. E criou a Terra, para criar a vida. E criou a vida, para criar a humanidade. E criou a humanidade, para criar o espírito humano, esse espírito que conhece o Bem e o mal, portanto o campo do pecado. Em outras palavras: a Terra é o palco do pecado. É ela a oficina na qual o diabo forja a sua arma para a conquista da realidade: o espírito humano. Essa obra forjada continua progredindo, e a arma ainda está longe de ser perfeita.

Há dezenas de milhares de anos o diabo afia e amola o espírito humano, para aperfeiçoá-lo. Os pecados capitais são os abrasivos. O produto acabado, o espírito humano perfeitamente diabólico, e um ideal por ora não alcançado. Mas essa perfeição diabólica é o propósito da Terra.” Em “Tratado de ateologia”, de Michel Onfray temos o ENSINAR O FATO ATEU, AQUI. Páginas com o desenho original da revista Pontodevista, antes das ações movidas, na Justiça, por um funcionário com 35 anos de RBS/jornal Zero Hora.
O rio de janeiro, a polícia e a propina
Escrevemos na postagem de ontem (segunda-feira) que as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) “ocuparam” alguns morros, no Rio de Janeiro, em função da perda de poder do tráfico, decorrente da queda no consumo de cocaína. O tráfico cedeu espaço por perda de poder de fogo e por ter menos grana para repassar como propina aos policiais. E estes para compensar intensificaram as atividades das milícias, compostas por policiais e ex-policiais, controladores da distribuição de gás, botijões de água mineral, gato da Net e até do transporte realizando por motos. Há um convívio pacífico entre Unidades e Milícias. Quando ocorre algum conflito é pela divisão do “achaque”. Destacamos ainda o episódio da morte do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, ocasião em que policiais pediram uma propina de 10 mil reais para “resolver” a questão. Pois ainda ontem, no noticiário da noite de uma das redes televisivas, após uma sequência de 4 notícias da área policial, todas do Rio de Janeiro, o apresentador destacou que em três delas policiais solicitaram proprina. Existe uma lógica em tudo isso. Estamos reproduzindo a visão que nos foi passada por velhos jornalistas e fotógrafos, assim como comentários de jovens jornalistas, todos ex-alunos. Estamos juntando pontas de um processo em que a mídia corporativa “fragmenta a realidade” para nos impor uma “realidade construída” em função de seus interesses. O “verdadeiro” deles é sempre o falso. Estes interesses estão sempre na direção do fortalecimento dos aparelhos repressivos e da hegemonização de subjetividades reacionárias. Estão fazendo de tudo para que se imponha uma discussão sobre a proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública. Mais uma estrutura de repressão. Uma nova fábrica de propinas. A “esquerda” eleitoral vai dizer não à criação de novos aparelhos repressivos? Não. Introjeta o consenso. Não é vanguarda de porra nenhuma.
Nunca tenho a pretensão de dono da verdade. Não se trata de uma observação formal. Mas é preciso que se quebre este avassalador consenso imposto pela mídia corporativa. Estamos fechados com o Diabo. Ele é altamente subversivo. OBSCURO MONOTEÍSMO, AQUI Do livro “Tratado de Ateologia”, de Michel Onfray.